Jessica Courtney-Tickle

🇬🇧Jessica is the illustrator in The Story Orchestra series, among many other beautiful picture books. You can find her on Instagram at @jctickle.

How would "once upon a time, there was a little girl called Jessica" go? What story would it tell us?
Our story starts in a little house somewhere in London. In this house lived a little girl with brown hair, freckles and round, rainbow coloured glasses. Her name was Jessica. She was quiet and thoughtful and liked thinking about big questions like why the sky was blue. She also loved writing stories and drawing pictures of all the things she thought about. She spent days and weeks scribbling and scratching ideas on sheets of A4 paper. As she grew up Jessica wanted to draw more and more and more. She drew on cardboard and schoolbooks, humans, pencil cases and ornaments. She even started drawing on walls and tables!

Thankfully when Jessica grew up, she found there was a way to live from drawing her pictures. It was called ‘being an illustrator’. She started to show her drawings to the people around her. After lots of practicing and hard work she was asked to draw a whole book all by herself. It was called “The Story Orchestra, Four Seasons in One Day”.

A few years later and Jessica still sits at her desk and scribbles and scratches ideas on sheets of paper. On the shelf above her head sits a small pile of books she has illustrated. She pauses and wonders which one to make next…

How did you find yourself in the pages of picture books?
Two of my favourite books as a child were “The Mousehole Cat” (Antonia Barber) and “Oi! Get Off Our Train” (John Burningham). They are both quite dramatic books full of big landscape drawings. The main characters are small in comparison, but they are fearless too and unafraid of facing things head on. I was an anxious and quiet child, but I think seeing these little characters confront things larger than themselves made me feel like I could face up to the big, scary world I saw around me.

When you create a story, do you ever try to transform the little child who will listen to your words and delight themselves with your illustrations? If so, how and what is your main purpose?
I think my main purpose is to encourage curiosity through my work. I like to fill my drawings with little details that inspire children to ask questions like ‘what is this doing here?’ or ‘why is this character doing this?’. It’s the way I read books as a child, being very curious about what I was looking at and I think it helped me to look carefully at the world I was living in and ask questions about that, too.

If you could choose any existing book, which one would you have liked to have written/illustrated yourself?
I’d love to illustrate a modern day ‘Poems for Children’ or perhaps have a go at doing “The Little Mermaid”.

If given the chance, who would you hug today?
My grandmother who gave the most wonderful hugs.

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🇵🇹Jessica é a ilustradora da série The Story Orchestra, entre outros lindíssimos livros infantis. Podem encontrá-lo no Instagram em @jctickle.

Como seria o "Era uma vez uma menina chamada Jessica”? Que história nos contaria?
A nossa história começa numa pequena casa algures em Londres. Nesta casa vivia uma menina com cabelo castanho, sardas e óculos redondos, da cor do arco-íris. O seu nome era Jessica. Ela era calma e atenciosa e gostava de pensar em grandes questões como o porquê do céu ser azul. Ela também adorava escrever histórias e desenhar imagens de todas as coisas em que pensava. Passou dias e semanas rabiscando e riscando ideias em folhas de papel A4. À medida que cresceu, Jessica quis desenhar cada vez mais e mais. Desenhava em cartolina e livros escolares, humanos, estojos de lápis e ornamentos. Ela até começou a desenhar em paredes e mesas!

Felizmente, quando Jessica cresceu, ela descobriu que havia uma forma de viver dos seus desenhos. Chamava-se "ser ilustradora". Ela começou a mostrar os seus desenhos às pessoas à sua volta. Depois de muita prática e trabalho árduo, foi-lhe pedido que desenhasse um livro inteiro sozinha. Chamava-se “The Story Orchestra, Four Seasons in One Day”.

Uns anos passaram e Jessica ainda se senta à sua secretária e rabisca e risca ideias em folhas de papel. Na prateleira por cima da sua cabeça amontoa-se uma pequena pilha de livros ilustrados por si. Ela faz uma pausa e pergunta-se qual fazer a seguir…

Como foste parar às páginas de um livro infantil?
Dois dos meus livros preferidos em criança foram “The Mousehole Cat” (Antonia Barber) e “Oi! Get Off Our Train” (John Burningham). São ambos livros bastante dramáticos, cheios de grandes desenhos paisagísticos. As personagens principais são pequenas em comparação, mas também são destemidas e não têm medo de enfrentar as coisas de frente. Eu era uma criança ansiosa e silenciosa, mas penso que ver estas pequenas personagens confrontarem-se com coisas maiores do que elas próprias fez-me sentir que podia enfrentar o grande e assustador mundo que via à minha volta.

Quando crias uma história, tentas transformar a criança que vai ouvir as tuas palavras e deliciar-se com as tuas ilustrações? Se sim, de que forma e qual o teu principal propósito?
Penso que o meu principal objectivo é encorajar a curiosidade através do meu trabalho. Gosto de preencher os meus desenhos com pequenos detalhes que inspirem as crianças a fazer perguntas como "o que é que isto está a fazer aqui?" ou 'porque é que esta personagem está a fazer isto?'. É a forma como lia livros em criança, sendo muito curiosa sobre o que estava a ver e penso que me ajudou a olhar para o mundo em que vivia de forma cuidadosa e também a fazer perguntas sobre isso.

Dada a possibilidade de escolher qualquer um, que livro gostarias de ter escrito e ilustrado?
Adoraria ilustrar um “Poemas para Crianças" dos tempos modernos ou talvez tentar “A Pequena Sereia”.

Se pudesses, a quem darias um abraço apertado hoje?
À minha avó, que dava os abraços mais maravilhosos.