Rita Correia

🇬🇧Rita is the creator of the wonderful "Ilumina". You can find her on Instagram @ritacorreia_ilustradora.

How would "once upon a time, there was a little girl called Rita" go? What story would it tell us?
It would tell the story of a little girl who loves picture books so much that one day she decides to move inside them, living incredible adventures and learning new things every day. The book’s paper pages are usually easy to handle and warm enough to sleep comfortably at night. This little girl often gets lost, but she finds herself a thousand times over.

How did you find yourself in the pages of picture books?
While walking in a forest I found a carpet. I sat down, closed my eyes and started to fly. I passed by oceans, giants, elves, castles and pages full of drawn letters.
It was all so magical that I have stayed there until today.

When you create a story, do you ever try to transform the little child who will listen to your words and delight themselves with your illustrations? If so, how and what is your main purpose?
No, on the contrary. I illustrate and write precisely with the awareness of the child I was and what I remember to like in a simple way. Perhaps my main purpose is not to transform the child, but the adult who over the years has been forgetting "his child" and carrying prejudices and forgetting what really matters.
My stories, if anything, are intended to rescue the hearts of adults. Those who read my books with their children can understand how important it is to return to the simple and pure.
We have much to (re)learn from the young.

If you could choose any existing book, which one would you have liked to have written/illustrated yourself?
So many that I admire, but perhaps a fairly recent one - "Here We Are" by Oliver Jeffers. An extremely topical book in its theme about what World we want to leave to the next generations. Biodiversity, sustainability, compassion or empathy... themes that mean a lot to me and that I consider increasingly urgent in these times in which we live.

If given the chance, who would you hug today?
My maternal grandmother, whom I lost when I was 11 years old. How I wish I had known her better. In fact, my memory embraces her every day.

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🇵🇹A Rita é a criadora do maravilhoso "Ilumina". Podem encontrá-la no Instagram em @ritacorreia_ilustradora.

Como seria o "Era uma vez uma menina chamada Rita”? Que história nos contaria?
Contaria a história de uma menina que gosta tanto de livros de ilustração, que um dia decide mudar-se para dentro deles, vivendo aventuras incríveis e aprendendo coisas novas todos os dias. As folhas de papel dos livros são normalmente fáceis de manusear e quentinhas para se dormir aconchegado à noite. Esta menina perde-se muitas vezes, mas encontra-se mil vezes mais.

Como foste parar às páginas de um livro infantil?
Ao passear numa floresta encontrei um tapete. Sentei-me, fechei os olhos e comecei a voar. Passei por oceanos, gigantes, duendes, castelos e páginas cheias de letras desenhadas.
Era tudo tão mágico que por lá me mantive até hoje.

Quando crias uma história, tentas transformar a criança que vai escutar as tuas palavras e deliciar-se com as tuas ilustrações? Se sim, de que forma e qual o teu principal propósito?
Não, pelo contrário. Ilustro e escrevo precisamente com a consciência da criança que fui e do que me lembro de gostar de forma simples. Talvez o meu principal propósito não seja transformar a criança, mas sim o adulto que ao longo dos anos se foi esquecendo da "sua criança" e carregando preconceitos e esquecimentos do que realmente importa.
As minhas histórias, quando muito, pretendem mais resgatar corações de adultos. Os que lêem os meus livros com as suas crianças conseguem entender o quão importante é esse regresso ao simples e puro.
Temos muito para (re)aprender com os mais novos.

Dada a possibilidade de escolher qualquer um, que livro gostarias de ter escrito e ilustrado?
Tantos que admiro, mas talvez um bastante recente - "Aqui Estamos Nós" de Oliver Jeffers. Um livro extremamente atual na sua temática sobre que Mundo queremos deixar às nossas próximas gerações. Biodiversidade, sustentabilidade, compaixão ou empatia... temas que me dizem muito e que considero cada vez mais urgentes neste tempo que vivemos.

Se pudesses, a quem darias um abraço apertado hoje?
À minha avó materna, que perdi com os meus 11 anos. Como gostaria de a ter conhecido melhor. Na verdade, a minha memória abraça-a todos os dias.