Mafalda Branco

🇬🇧Mafalda is the face behind Instagram's @maeconta, an account to promote the love of books.

Who are you Mafalda? Who are Francisco and Maria da Luz?
That is a tough question. I’m the sum of so many things that it is hard to tell… But above all I am an eternal dreamer, passionate about life and my family, fascinated by the simplest things. Always looking to see beauty and light in everything and everyone. That's also what I try to convey to my children. My children are that light, that flame that always burns with hope. Francisco is 8 years old and is a sweet, light-hearted boy with a smile and a look always full of tenderness. Maria da Luz is 4 years old and is a joyful, sweet girl, always dancing and singing her own made up songs. They are my strength, my balance.

In what way did stories and books make an impression on you as a child? Do you keep an image of something or some book in particular?
Books are always present throughout my childhood memories... “Anita’s” stories, the comic books that my parents bought me whenever we went on vacation, the collections my mother made from Círculo de Leitores, my parents reading when we were at the beach... I am sure that these experiences provided by my family were fundamental to make me such an avid reader throughout my life, so I try to do the same with my children.

How do you choose each of the books that you present to Francisco and Maria da Luz?
Sometimes I’m the one choosing who chooses, but I also let them pick the books they want, the stories they like best or are curious to know. The books I choose are, above all, books that will make them think, make them more worldly, travel through enchanted worlds, where anything can happen. I also like to read them the classics, traditional tales, rhymes and poetry. I try to offer them diversity, so that they can define their own tastes.

How would you like books to influence them?
There is a book I love called "Women Who Read Are Dangerous". I like this metaphor to describe what I would like books to turn my children into: people who think, question, evolve, want to go further, want to do better. That's what I want as a mother.

Of all the picture books you’ve handled, which is the one that caused the biggest impression on you? Why or in which way?
That is another tough question, because there are many that influenced me and impressed me like that. But maybe "E Que Posso Eu Fazer?", by José Campanari, from OQO Editora. I feel that this book really changed the way I think and appreciate the help I can give to others in different situations. I thought there was nothing I could do or whatever I could do would always be little, almost insignificant. But this book made me realize that, however small it may be, what we do can have a very significant impact on the lives of others. This has become a question that I often ask myself and I always find an answer to it. Because there is always something we can do.

If you could, who would you hug today?
Fortunately I can hug my children and husband every day, so I would hug my parents, brother and grandmothers tightly.
I desperately miss hugging them without fears.

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🇵🇹A Mafalda é a cara da @maeconta, uma conta de Instagram para promover o amor aos livros.

Quem Ă©s tu, Mafalda? Quem sĂŁo os teus filhos?
Pergunta difícil... Sou a soma de tantas coisas que é difícil dizer... Mas acima de tudo sou uma eterna sonhadora, apaixonada pela vida e pela minha família, encantada pelas coisas mais simples. Sempre à procura de ver o belo e a luz em tudo e em todos. É isso que tento transmitir aos meus filhos também. Os meus filhos são essa luz, essa chama sempre acesa de esperança. O Francisco tem 8 anos e é um menino doce, leve e com um sorriso e um olhar sempre cheios de ternura. A Maria da Luz tem 4 anos e é uma menina cheia de alegria, dócil e sempre a dançar e a cantar músicas que inventa. São a minha força, o meu equilíbrio.

De que forma as histórias contadas e os livros te marcaram na infância? Guardas a imagem de algo ou algum livro em particular?
Em todas as minhas memórias de infância aparecem livros... As histórias da "Anita", os livros de BD que os meus pais me compravam sempre que íamos de férias, as coleções que a minha mãe fazia do Círculo de Leitores, os meus pais a ler quando estávamos na praia... Tenho a certeza de que essas experiências que a minha família me proporcionou foram fundamentais para me tornar uma leitora tão ávida ao longo da vida, por isso procuro fazer o mesmo com os meus filhos.

Como eleges cada um dos livros em que viajas com os teus filhos?
Umas vezes escolho eu, mas também os deixo escolher os livros que eles querem, as histórias que mais gostam ou que têm curiosidade em conhecer. Os livros que escolho são, sobretudo, livros que os façam pensar, ter "mais mundo", viajar por espaços encantados, onde tudo pode acontecer. Gosto também de lhes ler os clássicos, contos tradicionais, lengalengas e poesia. Tento dar-lhes diversidade, para que eles possam ir definindo os seus próprios gostos.

Como Ă© que gostarias que os livros os transformassem?
Há um livro de que gosto muito que se chama “Mulheres Que Leem São Perigosas”. Gosto dessa metáfora para aquilo em que gostaria que os livros transformassem os meus filhos: em pessoas que pensam, questionam, evoluem, querem ir mais longe, querem fazer melhor. É isso que desejo, como mãe.

De todos os livros infantis que já te passaram pelas mãos, qual o que teve um impacto mais transformador? Porquê ou de que forma?
Mais uma pergunta difícil, porque há muitos que me marcaram e tiveram esse impacto. Mas talvez o "E Que Posso Eu Fazer?", de José Campanari, da OQO Editora. Sinto que este livro mudou mesmo a minha forma de pensar e valorizar a ajuda que posso dar aos outros, em diferentes situações. Pensava que nada podia fazer ou que o que fizesse seria sempre pouco, insignificante. Mas este livro fez-me perceber que, por muito pequeno que possa ser, o que fazemos pode ter um impacto muito significativo na vida do outro. Passou a ser uma pergunta que faço a mim própria com muita frequência e encontro sempre uma resposta. Porque há sempre alguma coisa que podemos fazer.

Se pudesses, a quem darias um abraço apertado hoje?
Como felizmente posso abraçar os meus filhos e o meu marido todos os dias, daria um abraço apertado aos meus pais, ao meu irmão e às minhas avós. Sinto uma falta imensa de os abraçar, sem medos.