Kobi Yamada

🇬🇧Kobi is the heart behind “Maybe” and quite a few other amazing books. You can find him on Instagram @livethegoodstuff.

How would "once upon a time, there was a little boy called Kobi" go? What story would it tell us?
I think it would tell the story of a boy that wanted to experience an extraordinary life. A boy that knew that he had limited time on this beautiful planet and that if he was to make a difference, see the world and live fully, he needed to make his time count. Like everyone else, he had doubts and fears that, at times, held him back from pursuing his passions, but he believed in his ideas and his dreams more than he feared his fears so each day he steps out into the unknown hoping for a great adventure.

How did you find yourself in the pages of picture books?
I think my aspirations and hopes for life are sprinkled throughout my books. But I hope it is not just me in the pages, I hope that the readers can see himself/herself there too, and that they can make the stories their own.

When you create a story, do you ever try to transform the little child who will listen to your words? If so, how and what is your main purpose?
I believe my books are incomplete without the reader. They bring their own hopes and dreams to the book. It is this combination when the books come alive. It is my main purpose to help encourage the inner dialogue we all have and to help it be more supportive and inspiring. I hope my book becomes a friend for life.

If you could choose any existing book, which one would you have liked to have written/illustrated yourself?
I think a book I would have like to have written was “The Little Prince”. It is a beautiful tale of growing up.

If given the chance, who would you hug today?
I would hug my father. We lost him several years ago and I still miss his presence.

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🇵🇹Kobi é o coração por trás de "Maybe" e de tantos outros livros maravlhosos. Podem encontrá-lo no Instagram em @livethegoodstuff.

Como seria o "Era uma vez um menino chamado Kobi”? Que história nos contaria?
Penso que contaria a história de um rapaz que queria viver uma vida extraordinária. Um rapaz que sabia que tinha tempo limitado neste belo planeta e que, para fazer a diferença, ver o mundo e viver plenamente, precisava de fazer valer o seu tempo. Como todos as pessoas, ele tinha dúvidas e medos que, por vezes, o impediam de perseguir as suas paixões, mas acreditava nas suas ideias e nos seus sonhos mais do que temia os seus medos. Por isso, todos os dias, ele sai para o desconhecido na expectativa de uma grande aventura.

Como foste parar às páginas de um livro infantil?
Penso que as minhas aspirações e esperanças de vida estão salpicadas nos meus livros. Mas espero que não seja só eu nas páginas, espero que os leitores também se possam ver a si próprios, e que possam apropriar-se das próprias histórias.

Quando crias uma história, tentas transformar a criança que vai ouvir as tuas palavras? Se sim, de que forma e qual o teu principal propósito?
Acredito que os meus livros estão incompletos sem o leitor. Eles trazem as suas próprias esperanças e sonhos para o livro. É nesta combinação que os livros ganham vida. O meu principal objetivo é ajudar a encorajar o diálogo interior que todos temos e ajudá-lo a ser mais apoiante e inspirador. Espero que o meu livro se torne um amigo para a vida.

Dada a possibilidade de escolher qualquer um, que livro gostarias de ter escrito e ilustrado?
Penso que um livro que eu gostaria de ter escrito era “O Principezinho”. É um belo conto sobre a infância.

Se pudesses, a quem darias um abraço apertado hoje?
Abraçaria o meu pai. Perdemo-lo há vários anos e ainda sinto falta da sua presença.