Ilan Brenman

🇬🇧Ilan has published more than 80 books over 25 years of being a children’s author. You can find him on Instagram @ilan.brenman.

How would "once upon a time, there was a little boy called Ilan" go? What story would it tell us?
A boy who looks back at the past and sees his grandparents being born in Russia and Poland, his parents being born in Argentina and himself being born in Israel. But the story doesn't end like that. At the age of six he goes to live in Brazil, where he stayed for over 40 years. But as life goes round and round, his books began to tour the world, just like his ancestors.

How did you find yourself in the pages of picture books?
In my first job at a school, when I was 18 years old, three 4 year old girls asked me to tell them a story and I said I didn't know how. They looked at me with a surprised face: working with young children and not knowing how to tell or read stories is like a swimming teacher who can't swim. One of the girls asked again and I reaffirmed my storytelling ignorance. She then said a phrase that changed my life: IF YOU DON'T KNOW, MAKE ONE UP! So I started making up a story and never stopped again.

When you create a story, do you ever try to transform the little child who will listen to your words? If so, how and what is your main purpose?
I do not write to improve the world, I do not write to improve childhood, I do not write to educate. I write because I love, I suffer, I have two beautiful daughters who are rowdy but also poets. I write because I have fun, I get emotional, because I love making books. Maybe that is why the consequences of my stories are to improve the world, childhood and education.

If you could choose any existing book, which one would you have liked to have written/illustrated yourself?
“Matilda”, by Roald Dahl.

If given the chance, who would you hug today?
My mother and father.

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🇵🇹Ilan publicou mais de 80 livros ao longo de 25 anos como autor infantil. Podem encontrá-lo no Instagram em @ilan.brenman.

Como seria o "Era uma vez um menino chamado Kobi”? Que história nos contaria?
Um menino que olha para o passado e vê seus avós nascendo na Rússia e na Polónia, seus pais nascendo na Argentina e ele mesmo nascendo em Israel. Mas a história não acaba assim. Com seis anos ele vai morar no Brasil e lá ficou por mais de 40 anos. Mas como a vida dá voltas, os seus livros começaram a rodar o mundo, assim como seus ancestrais.

Como foste parar às páginas de um livro infantil?
No meu primeiro trabalho numa escola, tinha 18 anos, três meninas de 4 anos me pediram para contar uma história e eu disse que não sabia. Elas me olharam com uma cara de espanto: trabalhar com crianças pequenas e não saber contar ou ler histórias e como uma professor de natação que não sabe nadar. Uma das meninas pediu novamente e eu reafirmei minha ignorância fabular. Ela então disse uma frase que mudou a minha vida: SE VOCÊ NÃO SABE, INVENTA! Então, eu comecei a inventar uma história e não parei nunca mais.

Quando crias uma história, tentas transformar a criança que vai ouvir as tuas palavras? Se sim, de que forma e qual o teu principal propósito?
Eu não escrevo para melhorar o mundo, eu não escrevo para melhorar a infância, eu não escrevo para educar. Eu escrevo porque amo, sofro, tenho duas filhas lindas bagunceiras e poetas, escrevo porque me diverto, me emociono, porque amo fazer livros, talvez por isso as consequências das minhas histórias sejam de melhorar o mundo, a infância e a educação.

Dada a possibilidade de escolher qualquer um, que livro gostarias de ter escrito e ilustrado?
“Matilda”, de Roald Dahl.

Se pudesses, a quem darias um abraço apertado hoje?
Na minha mãe e no meu pai.