Emily Rand

🇬🇧Emily is the author-illustrator of “The Lost Property Office”, among other beautiful picture books. You can find her on Instagram @emily_rand.

How would "once upon a time, there was a little girl called Emily" go? What story would it tell us?
I was a shy and introverted child, and I remember often feeling like I wasn't very good at anything and did not have a special talent. The story for little Emily would be that the unique way she sees the world is her special talent and that sharing that with others through drawing and creating pictures is what she is really good at. Believing this story for grown up Emily is still a work in progress though!

How did you find yourself in the pages of picture books?
I studied illustration in London at The University of the Arts, but despite loving picture books I hadn't considered being a childrens’ books illustrator until I visited Paris and saw the beautiful picture books in bookshops like Chantelivre. French children's books were stylish and interesting and inspired me to start making my own. In 2012 I entered some illustrations for the Bologna Children's Book Fair Illustrators Exhibition competition. My illustrations were selected and seen by publishers around the world. Those Illustrations became my first published book, “A Dog Day”.

When you create a story, do you ever try to transform the little child who will listen to your words and delight themselves with illustrations? If so, how and what is your main purpose?
I don't think I want to transform a child, but empathy is something I do try to impart upon the readers (of any age) of my books. I think a little bit more empathy would make the world a better place!

If you could choose any existing book, which one would you have liked to have written/illustrated yourself?
That is a very difficult question! There are so many picture books that I love and authors and illustrators that I admire. Beatrice Alemanga's books inspired me to start creating books, she has a completely unique and lived in aesthetic. Bruno Munari, a mid 20th Century designer made some really innovative books that still look fresh and contemporary now. More recently the work of Sydney Smith and in particular his book, “Small in The City” has blown me away, it is a masterpiece. But consistently Ezra Jack Keats remains an inspiration to me, his use of mixed media, flat perspective and the backdrop of an honestly depicted, diverse cityscape has had a huge influence on my style.

If given the chance, who would you hug today?
My children Josephine and Luca. We were in a bit of a rush this morning to get to school, nursery and work so I probably didn't give them a big enough hug. I will remember to give them both an enormous hug when I go to collect them later!

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🇵🇹Emily é a autora-ilustradora de “Perdidos e Achados”, entre outros maravilhosos livros infantis. Podem encontrá-la no Instagram em @emily_rand.

Como seria o "Era uma vez uma menina chamada Emily”? Que história nos contaria?
Eu era uma criança tímida e introvertida, e lembro-me muitas vezes de sentir que não era boa em nada e não tinha um talento especial. A história para a pequena Emily seria que a forma única como vê o mundo é o seu talento especial e que partilhar isso com os outros através do desenho e da criação de imagens é aquilo em que ela é realmente boa. Mas acreditar nesta história ainda é um trabalho em progresso para a Emily adulta!

Como foste parar às páginas de um livro infantil?
Estudei ilustração em Londres na The University of the Arts, mas apesar de adorar livros ilustrados, nunca tinha considerado ser ilustradora de livros para crianças até visitar Paris e ver os belos livros ilustrados em livrarias como Chantelivre. Os livros infantis franceses eram elegantes e interessantes e inspiraram-me a começar os meus próprios livros. Em 2012 submeti algumas ilustrações ao concurso de ilustradores da Feira do Livro Infantil de Bolonha. As minhas ilustrações foram selecionadas e vistas por editoras de todo o mundo. Essas ilustrações tornaram-se no meu primeiro livro publicado, “A Dog Day”.

Quando crias uma história, tentas transformar a criança que vai ouvir as tuas palavras e deliciar-se com as tuas ilustrações? Se sim, de que forma e qual o teu principal propósito?
Penso que não quero transformar as crianças, mas empatia é algo que tento transmitir aos leitores (de qualquer idade) dos meus livros. Penso que um pouco mais de empatia faria do mundo um lugar melhor!

Dada a possibilidade de escolher qualquer um, que livro gostarias de ter escrito e ilustrado?
Essa é uma pergunta muito difícil! Há tantos livros ilustrados que eu adoro e autores e ilustradores que admiro. Os livros de Beatrice Alemanga inspiraram-me a começar a criar livros, ela tem uma estética completamente única e marcada. Bruno Munari, um designer de meados do século XX, criou alguns livros realmente inovadores que ainda hoje parecem atuais e contemporâneos. Mais recentemente a obra de Sydney Smith e, em particular, o seu livro, “Small in The City”, deixou-me estupefacta, é uma obra-prima. Mas consistentemente Ezra Jack Keats continua a ser uma inspiração para mim, a sua utilização de técnicas mistas, perspectiva plana e o pano de fundo com uma paisagem urbana diversa, retratada de forma honesta teve uma enorme influência no meu estilo.

Se pudesses, a quem darias um abraço apertado hoje?
Os meus filhos Josephine e Luca. Hoje de manhã estávamos com um pouco de pressa para chegar à escola, ao infantário e ao trabalho, pelo que provavelmente não lhes dei um abraço suficientemente grande. Lembrar-me-ei de dar a ambos um enorme abraço quando os for buscar mais tarde!